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09.08.2012 – ANAGEA participa da criação da AGAPI

Diretoria da AGAPI: Caio Cavalcante, Pedro Araujo, Lilian Melo, Grattyelle Teles, Weslley Maycon, Carolina Maia, Danilo Lopes, Arijane Adne, Danielle Melo, Anderson Costa, Leonardo Madeira Martins e Luiz Fernando A. Com Gérson Eli Fernandes.

A ANAGEA esteve representada pelo presidente da Regional Sorocaba e 1º Tesoureiro da ANAGEA, Gerson Eli Fernandes, no lançamento da Associação de Gestores Ambientais do Piauí – AGAPI.
Cerca de 80 pessoas, entre estudantes e graduados, estiveram presentes. A solenidade iniciou-se as 19:30 horas com a formação da mesa composta pelas autoridades: Dalton Macambira (Secretario Estadual de Meio Ambiente), Deocleciano Guedes (Secretario Municipal de Meio Ambiente de Teresina), Lilian Melo (IFPI/AGAPI), Leonardo Madeira Martins ( Presidente da AGAPI), Gerson Eli Fernandes ( Presidente da ANAGEA regional Sorocaba) e Adriano (OAB/PI)
Todos fizeram suas explanações falando da importância da criação de uma associação de cunho Estadual, e como isso ajudará o profissional na sua inserção no mercado de trabalho.
Após as explanações da mesa, o representante da ANAGEA no evento iniciou sua apresentação, mostrando um pouco do histórico da Associação, desde sua fundação, passando pelas reuniões, palestras e eventos, até os pontos chaves como a inclusão do Gestor Ambiental na Classificação Brasileira de Ocupações – CBO, onde a ANAGEA trabalhou forte para desvincular os gestores ambientais dos engenheiros ambientais, o PL 5825/09, que obriga as empresas constantes no cadastro nacional do IBAMA como potencialmente poluidoras a contratarem um profissional graduado ou pós-graduado em curso que lhe permita atuar em gestão ambiental, até o Projeto de Lei 2664/11, que trata da Regulamentação do Gestor Ambiental. Neste ponto, a tramitação do PL foi discutida, assim como o abaixo assinado, que até o momento conta com quase 7 mil assinaturas.
Após a apresentação da ANAGEA, o Presidente da AGAPI, Leonardo Madeira, iniciou sua explanação sobre a associação onde apresentou os principais objetivos e metas e de que forma ela irá atuar na busca por melhorias para os profissionais de gestão ambiental do estado do Piauí.
A ANAGEA ficou muito honrada com o convite e agradece a toda Diretoria da AGAPI, em especial ao seu presidente, Leonardo Madeira, que nos acolheu com entusiasmo e viabilizou toda a logística para que a ANAGEA pudesse estar presente neste tão significativo evento.
A criação da AGAPI é muito importante para unir forças e poder atuar frente aos grandes desafios enfrentados pelos Gestores Ambientais do Brasil, particularmente do estado do Piauí. Desejamos a Associação dos Gestores Ambientais do Piauí e seus representantes sucesso em busca de seus objetivos. Nós, da ANAGEA, nos colocamos a disposição para o que for preciso neste processo. Contem sempre com a gente e, mais uma vez, parabéns!

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25.05.2012 – Política Nacional de Resíduos Sólidos é tema de livro. Lançamento acontece no dia 28 de maio

Política Nacional de Resíduos Sólidos é tema de livro em coleção ambiental, o lançamento acontecerá no próximo dia 28 de maio, às 18h, na Livraria da Vila, Shopping Pátio Higienópolis – piso Pacaembu, av. Higienópolis, 646 – Higienópolis – SP/SP.

O livro, “Política Nacional, Gestão e Gerenciamento de Resíduos Sólidos”, tem como editores: o Deputado Federal Arnaldo Jardim, a Desembargadora Drª Consuelo Yoshida e o Especialista em Direito Ambiental e Gestão Ambiental Dr. José Valverde Machado Filho.
A obra busca retratar o processo de formulação da Lei que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, bem como trazer a lume seus principais conceitos e os contornos estabelecidos por seu decreto regulamentador. Considerando, sobretudo, um contexto no qual são lançadas as bases para um novo parâmetro de construção legislativa que contemplam a gestão ambiental, a participação e a organização social, o crescimento econômico e a articulação de políticas públicas calcadas no princípio do desenvolvimento sustentável. Ousadamente, talvez até pretensiosamente, esta publicação pretende ser um referencial de formulação de políticas públicas que tenham a marca da perenidade, demonstrando que é possível superar divergências políticas conjunturais e ajustar as ousadias que as tornariam apenas uma utopia e assim produzir marcos regulatórios estáveis. Assim, torna-se indispensável não apenas aos especialistas da área do direito, mas também a profissionais como engenheiros, arquitetos, administradores, economistas, sociólogos, biólogos, entre outros, além de todo o público interessado nessa questão ampla, atual e importante.
A “Política Nacional, Gestão e Gerenciamento de Re na área ambiental, oriundos de conceituadas instituições de ensino e pesquisa, caracterizando-se pelo tratamento multi e interdisciplinar que esta área do conhecimento requer.
As obras contribuem tanto para a disseminação do conhecimento em bases cientificamente sólidas e conectadas às intervenções reais da sociedade quanto para a ampliação das reflexões e dos debates sobre questões sociais, econômicas, políticas e ambientais, fundamentais para formação, qualificação e capacitação de profissionais e, neste caso específico a difundir e auxiliar a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Mais informações: 11.3889-0055 – José Valverde

07.05.2012 – ANAGEA convida para Semana de Meio Ambiente – palestra com Arnaldo Jardim

A ANAGEA tem a satisfação em convidá-los para participar da Semana de Meio Ambiente da Universidade de Sorocaba – UNISO, que acontecerá entre os dias 21 e 25 de maio de 2012.
A abertura do evento (dia 21, às 19 horas) contará  com a palestra do Dep. Federal  Arnaldo Jardim, falando sobre a  “Rio + 20 rumo a Economia Verde” e também do“Projeto de Lei 2664/11”, que Regulamenta a Profissão de  Gestor Ambiental!

Na ocasião, a ANAGEA entregará ao Deputado o Abaixo Assinado pela Regulamentação, que já conta com quase 6 mil assinaturas! Pretendemos atingir a meta de 8 mil até a data do evento!
Pedimos que divulgue o abaixo assinado aos interessados. É preciso que a classe mostre toda a sua força e interesse no projeto! Em outra boa notícia relacionada, no dia 23 de abril foi designado o relator do PL 2664/11  na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público – CTASP!

Clique  aqui e acesse o link para acompanhar a tramitação do Projeto de Lei e cadastre-se para receber mais informações!

Clique aqui para assinar e divulgar o abaixo assinado a todos os Gestores Ambientais que você conhece! Lembrando que qualquer pessoa pode assinar a petição, uma vez que a regulamentação trará benefícios não apenas ao profissional,  mas também a sociedade e ao meio ambiente.

Acompanhe todas as novidades da Associação em nosso site.

Siga a ANAGEA no Facebook e também no Twitter.

Contamos com a sua presença!

Um grande abraço!

Att.
@anagea

05.05.2012 – ANAGEA palestra na CEUNSP de Salto

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Gerson Eli Fernandes e João Paulo Rodrigues – CEUNSP

No sábado, 5 de maio, o 1º Tesoureiro Gérson Eli Fernandes e o Diretor de Comunicação e Imprensa, João Paulo Rodrigues, estiveram presentes no Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio – CEUNSP de Salto para ministrar uma palestra aos alunos de Gestão Ambiental da instituição.
A palestra contou com a presença, mesmo num sábado pela manhã, de aproximadamente 40 alunos. O curso tecnológico em Gestão Ambiental da Ceunsp, com carga horária de 2 mil horas, tem como coordenadora a Thaís Almeida Garcia, que estava presente na ocasião e possibilitou a presença da ANAGEA, juntamente com a Lucimar Aparecida de Souza, que é ex-aluna da instituição, formada em 2010.
Na oportunidade, foi mostrado o histórico da Associação aos alunos, desde sua fundação, passando pelas reuniões, palestras e eventos, até os pontos chaves como a inclusão do Gestor Ambiental na Classificação Brasileira de Ocupações – CBO, o PL 5825/09, que obriga as empresas constantes no cadastro nacional do IBAMA como potencialmente poluidoras a contratarem um profissional graduado ou pós-graduado em curso que lhe permita atuar em gestão ambiental, até o Projeto de Lei 2664/11, que trata da Regulamentação do Gestor Ambiental. Neste ponto, a tramitação – que acaba de receber seu novo relator – foi discutida, assim como o abaixo assinado, que até o momento conta com quase 6 mil assinaturas.
Foram abordadas as dificuldades no mercado de trabalho encontradas pelo profissional, os tipos de conselho disponíveis como o CRA, que abriu as portas aos tecnólogos mas ainda não definiu as atribuições dos gestores ambientais. O CRQ, que tem as tabelas definidas para as diversas nomenclaturas e carga horária relativa aos cursos de Gestão Ambiental e o CREA, que aceita os cursos de Gestão Ambiental com mais de 2400 horas e, ainda assim, os Gestores Ambientais são registrados como Tecnólogo em Saneamento Ambiental, o que descaracteriza a atuação desses profissionais.
Após a palestra, os alunos puderam participar através de perguntas e sanar suas dúvidas relativas a profissão.
Gostaríamos de agradecer a oportunidade a Lucimar e a Thaís, que foram responsáveis para que este encontro fosse realizado. Muito obrigado e até a próxima!

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02.05.2012 – Sacolas plásticas: ter ou não ter, eis a questão!

Muito bem. Temos um assunto pra lá de polêmico. As sacolinhas plásticas. Ter ou não ter? Eliminar ou continuar? Impor Lei ou discutir o assunto?
Sim. Muito se falou na mídia, muitos têm argumentos que podem ser considerados como base para discussões acerca do assunto. Mas será mesmo que tirar do mercado as sacolinhas plásticas vai ajudar a resolver as questões ambientais?
Pensem: o valor de cada unidade da sacolinha já está embutido nos preços dos produtos. Não há dados que informem de forma oficial que os comerciantes supermercadistas serão obrigados a dar um ‘desconto’ na hora de passar no caixa.
Muito pelo contrário. Está havendo uma comercialização de sacolas que, em sua esmagadora maioria não beneficia em nada o meio ambiente. Exemplo: materiais usados em sacolas retornáveis, na maioria das vezes não são provenientes de fontes seguras. Claro, pois para transportar alimentos, o material não poderia ser tóxico né? Então como fica as sacolas ofertadas ao público, nos mais diversos tipos de eventos, cuja origem nem brasileira são?! Como confiar? Quem pode informar se no material usado existem restos tóxicos de plásticos hospitalares e afins?
Outra coisa, o passivo ambiental dos supermercados está descaradamente sendo empurrado goela abaixo dos consumidores. Caixas de papelão dos mais diversos produtos tem sido a opção do público em inúmeros estabelecimentos comerciais. Isso é um desplante. Além de a responsabilidade ser do empresário em destinar corretamente o seu ‘lixo’, ao invés de encaminhar para uma cooperativa de reciclagem, materiais como caixas de papelão estão sendo levados aos montes para as residências. Isso acarreta em material desperdiçado além de contribuir para a contaminação de produtos alimentícios, pois, as caixas tem contato direto com poeiras e demais poluições em momento de transporte e estoque, o consumidor vai encaminha-las ao lixo comum (pois outro problema é a falta da coleta seletiva). Mas senhores, isso não é dito pela mídia!
Outra coisa, eliminar simplesmente as sacolinhas, vai impactar o pequeno e médio fabricante, que vai ficar sem vender seu produto, podendo ocasionar até mesmo o desemprego de muitos. Ainda, os substitutos ditos biodegradáveis demoram menos a se degradar nos aterros, mas ainda assim estarão lá, ocupando espaço e gerando problemas bem parecidos.
Tudo bem que rotinas caseiras, como a de colocar o lixo doméstico nas sacolinhas, podem ser mudadas. Mas com certeza outras embalagens plásticas serão utilizadas… ou será que os sacos de lixo também serão extintos?! Ou ainda, serão investidos milhões para que sacos de lixo e garrafas pets, e tudo o mais feito com o famoso plástico seja transformado em material biodegradável? Acho que não.
O que precisamos é da aplicação da Gestão Ambiental de fato e não apenas encontrar meios ineficazes e gerar polêmica em torno de um assunto que, nem de longe deveria ser prioridade nas discussões parlamentares.
Se você tem uma opinião, expresse-a. É importante. Devemos nos manifestar em relação a assuntos dessa natureza. A opinião pública quando bem aplicada surte bons efeitos. Experimentem! Aproveitem este ano que será de eleição e cobrem soluções de seus candidatos. As futuras gerações agradecem!

Raquel Moraes é Gestora Ambiental,
Perita Judicial em Gestão Ambiental
Especialista em Sustentabilidade e Projetos Socioambientais

11.04.2012 – ANAGEA palestra no Instituto Federal de Educação do Acre – IFAC

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Cerca de 60 alunos compareceram ao evento. Foto www.ifac.edu.br

O objetivo da atividade foi proporcionar conhecimento e integração entre os alunos e a Associação Nacional. Durante a apresentação, o Diretor Presidente da Associação, Alexandre Robim, abordou assuntos como as atribuições do profissional Gestor Ambiental, Classificação Brasileira de Ocupações – CBO, Conselhos de Classe, piso salarial e também a importância do Projeto de Lei 2664/11, que regulamenta a profissão de Gestor Ambiental. Este projeto, uma iniciativa da ANAGEA em parceria com o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS/SP), fomentou a vontade de todos a participarem do processo.

Neste sentido, foi divulgado aos alunos o abaixo assinado organizado pela Associação para a aprovação do PL, que atualmente já conta com mais de quatro mil assinaturas.

Após o ciclo de apresentações os alunos tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas existentes a respeito da profissão interagindo em tempo real através do bom uso da tecnologia.  Foram cerca de 20 perguntas sobre diversos temas.

O aluno Abias Ferreira do Nascimento disse que a videoconferência foi importante para os graduandos em Tecnologia em Gestão Ambiental. “Através das explicações entendemos o papel do Gestor Ambiental no âmbito nacional e compreendemos quais oportunidades nos são dadas atualmente. Foi uma oportunidade ainda de nos dar um incentivo a buscar nosso lugar no mercado de trabalho”.

Agradecemos a todos os alunos que compareceram ao evento, participaram e se manifestaram através dos questionamentos.  Um agradecimento especial a professora Michele Sousa Travessos Tôrres, que foi a principal articuladora para tornar esta atividade possível.

Muito obrigado e até a próxima!

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Fonte: www.ifac.edu.br

15.04.2012 – O falso discurso

O discurso ambiental proferido pela academia, por empresas, por ONGs e entidades governamentais torna-se cada vez mais distante do rumo sugerido pela bióloga americana Rachel Carson, que nos anos 50 do século XX publicou, entre outras obras, um estudo realizado sobre o uso de pesticidas na agricultura. especificamente o DDT. A obra, intitulada SiIent Spring (Primavera Silenciosa. em português), foi um marco na história do movimento em defesa do meio ambiente.
Carson, que pesquisou os efeitos nocivos dos novos pesticidas desenvolvidos pela indústria química, concluiu que o veneno não exterminava apenas algumas pragas que atacavam as lavouras, mas também outros seres importantes ao ciclo vital. Com o resultado das pesquisas sistematizado, dedicou-se a redação do livro. Buscou. sem sucesso, apoio entre parlamentares e imprensa para fazer a denúncia: a imprensa a dependia dos anúncios publicitários para manter seus negócios e os parlamentares, das doações dessa mesma indústria para bancar suas campanhas políticas.
No inicio dos anos 60 consegue publicar seu trabalho e muda, de forma surpreendente, a breve história do movimento ambientalista.
A defesa do meio ambiente assume contornos de movimento organizado e científico, a evoluir e criar literatura própria, fundamentação histórica e filosófica. Um novo pensar da humanidade passa a assombrar os que detêm os meios de produção e tudo o mais que importe no controle da sociedade, o ecocentrismo. Pensamento que recoloca o homem no mesmo plano de outros elementos vivos, de modo que qualquer ação de subsistência considere a possibilidade de reposição espontânea da natureza e o pleno respeito pela vida animal.

Tal filosofia contraria o pensamento antropocêntrico da humanidade, ameaçado apenas no período pré-socrático, quando os deuses estavam em todas as coisas e a relação de respeito do homem com o meio natural era exigível por força de fé e temor.
Antropocentrismo é a expressão que define o homem como centro do universo condição reforçada pela cultura judaico cristã, para a qual tudo existe para satisfazer as necessidades e desejos do homem. Da natureza tudo pode retirar, a ele é dado o direito de sacrificar outras criaturas para saciar seu apetite. Como criatura de Deus, sua imagem e semelhança, tudo é possível na relação com o meio.
Essa permissão “sagrada”, dada por ele mesmo para satisfazer a si próprio deixa vítimas até mesmo entre seres da própria espécie. Se a permissão é dada à todos, por que poucos se beneficiam?
Milhões de homens, mulheres e crianças morrem de fome, sede, frio ou calor. Milhões não possuem sequer o pedaço de chão que ocupam com seu corpo ou uma parcela mínima de solo fértil para produzir o mínimo necessário para alimentar-se. Semelhante ao que faz com o gado. o homem de poder aprisiona seres da própria espécie entre linhas imaginárias e as batiza de ‘cidades”.
Tal como na Síndrome de Escafandro, doença que afeta o sistema muscular, inibindo todo e qualquer movimento do corpo humano, o homem tornou-se prisioneiro de seu próprio saber. Domesticando as plantas. deixa de ir e vir: criando deuses,deixa de crer em si mesmo; com a roda, esquece de suas próprias pernas; e inventando máquinas, perde habilidades e destreza.
Nossa condição atual é determinada pelo modo como pensamos.
A constatação de que os benefícios da evolução humana não alcançam a todos os sujeitos sociais é prova inequívoca da perversidade desse pensamento filosófico. Nesse momento histórico de acúmulo de riquezas nas mãos de poucos e invisíveis indivíduos que subjugam seus semelhantes, como antes o homem fizera com as plantas, observamos multidões sem saber para onde ir. Essa dominação faz o homem crer que não pode recorrer autonomamente à natureza para alimentar-se, saciar sua sede e construir seu lar. Uma clara contradição do deteminismo antropocêntrico de milhares de anos.
Esse homem atual perambula pelo concreto das cidades modernas corno nico lugar possível para viver, e prossegue assim sua trajetória. sem que as tais “permissões” garantam seu direito natural tão mal tratado, também, por Maquiavel, Hobbes e Locke.
Sobre o ecocentrismo, podemos afirmar que enfrenta uma difícil disputa com o pensar vigente. A mudança do eixo de pensamento da humanidade não implica, necessariamente, num homem agnóstico. Existir em harmonia com outros elementos do universo representa o verdadeiro sentido da vida. Ter fé é respeitar os direitos naturais do próximo, seja ele humano ou outras formas de vida. Tratar o planeta de modo que a vida possa se perpetuar é a lição deixada por muitos filósofos, e que os homens apenas repetem como papagaios, mas não a praticam. Evoluímos tecnologicamente, mas continuamos presos, intelectualmente, ao passado. Entendemos como absolutas e inquestionáveis as palavras de bondade dos seres imaginários que povoam nossas mentes, mas praticamos verdadeiras atrocidades contra aqueles que conosco compartilham o espaço. Execramos um novo pensar, temendo que nele Deus não esteja presente, mas, inexplicavelmente, continuamos negando suas palavras e ensinamentos nos atos que praticamos.

 

Texto e fotos: Léo Urbini
Publicado na revista ZN
leourbini@yahoo.com.br
Outros artigos no acervo digital da revista ZN em www.revistazn.com.br

15.04.2012 – Vídeo “Bike Branca”

O vídeo “Bike Branca” traz o debate sobre o uso coletivo de espaços públicos.
O relevo feito ao uso das bicicletas em grandes cidades e o compartilhamento desses espaços com veículos automotores é a pauta do vídeo.
Realizado por Vanessa Farias e Léo Urbini, foi filmado entre 25 de março e 5 de abril de 2012, por ocasião da inauguração da ciclofaixa da zona norte de São Paulo.
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=9_N7QhD3e8A]