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14.03.2011 – Especialista realiza palestra de abertura do ano letivo de Gestão Ambiental

Um dos maiores estudiosos brasileiros da área de gestão ambiental, José Carlos Barbieri, estará na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), na tarde de 16 de março, para ministrar a palestra “Papel do gestor ambiental no mundo contemporâneo”. O evento marcará a abertura do ano letivo do curso de Gestão Ambiental da instituição. A atividade, que é uma iniciativa conjunta da Coordenadoria do Curso (Coc) e do Centro Acadêmico (Cagea) de Gestão Ambiental, acontecerá às 17h00, no Anfiteatro do Pavilhão de Engenharia. Informações pelo e-mail otmmquei@esalq.usp.br . O palestrante José Carlos Barbieri é mestre e doutor em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/EAESP). É professor do Departamento de Administração da Produção e Operações da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP-POI) desde 1992. Foi professor em renomadas instituições de ensino superior como a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e a PUC de São Paulo. Como pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) desenvolveu atividades nas áreas de Sistemas de Informações, Propriedade Industrial e Transferência de Tecnologia. Desenvolve pesquisas nas áreas de gestão ambiental e da inovação, tendo participado como pesquisador e coordenador de diversos projetos de pesquisas sobre essas temáticas. É membro da comissão do Inmetro para criação de regulamentos para avaliação da conformidade de sistemas de responsabilidade social. Participa de comitês científicos de diversas revistas e congressos científicos nacionais e internacionais, bem como de várias agencias de fomento. É autor de livros, capítulos de livros e dezenas de artigos sobre inovação e gestão ambiental publicados no Brasil e em diversos países. É membro do Fórum de Inovação da FGV/EAESP e professor do programa de pós-graduação stricto sensu da EAESP na linha de pesquisa em Gestão Socioambiental e da Saúde.

Texto: Alicia Nascimento Aguiar

http://www.esalq.usp.br/noticia/detalhe.php?id=1219

26.11.2010 – Ministério do Meio Ambiente – MMA oferece 200 vagas para Analista Ambiental

O Ministério do Meio Ambiente (MMA – www.mma.gov.br), torna pública a realização de Concurso Público para provimento de 200 vagas no cargo de Analista Ambiental da carreira de Especialista em Meio Ambiente – CEMA.O concurso será executado pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (CESPE/UnB).

Sobre as inscrições:

  • Será admitida a inscrição somente via Internet, no endereço eletrônico www.cespe.unb.br, solicitada entre as 10h00 do dia 6 de dezembro de 2010 e 23h59 do dia 27 de dezembro de 2010, observado o horário oficial de Brasília-DF.
  • Haverá isenção total ou parcial do valor da taxa de inscrição, para os candidatos amparados pelo Decreto nº 6.593, de 2 de outubro de 2008, publicado no Diário Oficial da União de 3 de outubro de 2008. Estará isento o candidato que estiver inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), de que trata o Decreto nº 6.135, de 26 de junho de 2007, e for membro de família de baixa renda, nos termos do Decreto nº 6.135, de 2007. A isenção deverá ser solicitada mediante requerimento do candidato, disponível por meio do aplicativo para a solicitação de inscrição, até o dia 27 de dezembro de 2010, no endereço eletrônico.

O valor da taxa de inscrição será de R$ 65,00, deverá ser efetuado por meio da Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança), disponível no endereço eletrônico, podendo ser pago em qualquer banco, bem como nas casas lotéricas e Correios, até o dia 6 de janeiro de 2011.

O cargo oferecido será o seguinte:

  • Nível Superior: Analista Ambiental da carreira de Especialista em Meio Ambiente (200).

A remuneração será de R$ 5.577,64, para carga horária de 40 horas semanais.

Sobre a realização das Provas:

O comprovante de inscrição do candidato estará disponível no endereço eletrônico, após o acatamento da inscrição, sendo de responsabilidade exclusiva do candidato a obtenção desse documento.

A seleção para o cargo compreenderá uma única fase, constituída de exame de habilidades e conhecimentos, mediante aplicação de Provas Objetivas e Discursivas, de caráter eliminatório e classificatório.

  • As provas objetivas e a prova discursiva terão a duração de 5 horas e serão aplicadas na data provável de 6 de fevereiro de 2011, no turno da tarde.

Os locais e o horário de realização das Provas serão publicados no Diário Oficial da União e divulgados na Internet, na data provável 27 de janeiro de 2011.

O prazo de validade do Concurso esgotar-se-á após 2 anos, contados a partir da data de publicação da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado, uma única vez, por igual período.

23.10.2010 – Começa com você!

Aconteceu em Itu, no interior de São Paulo, o mega festival SWU – Start With U, evento que reuniu arte, música e sustentabilidade. Primeiro grande festival de música com o propósito de conscientizar as pessoas sobre as questões ambientais no Brasil, o SWU levou cerca de 160 mil pessoas durante os três dias do festival.
A proposta do evento, em teoria, era levar às pessoas a idéia de diversão com conscientização ambiental. Pra isso, contou com uma estrutura gigantesca e atrações diversas: uma roda gigante movida em parte por energia motora; exposições temáticas, palestras (inexplicavelmente só para VIPS), stand de ONG’s ambientais, uma torre feita de latinhas de cerveja, energia feita por geradores, painéis de energia solar eram responsáveis por parte da energia utilizada no evento e até um re-carregador de celulares movido a bicicletas!

A coleta e triagem dos materiais recicláveis usados no evento (garrafinhas, latinhas e copos descartáveis) eram feitos instantaneamente. Latões estavam espalhados por todo o local indicando os locais corretos para depositar os resíduos. Mas, claro, foram ineficientes para a quantidade de pessoas.
Os palcos e as atrações musicais não ficaram atrás de qualquer festival lá fora. As bandas principais alternavam-se em dois palcos gigantes e muito bem estruturados, não por acaso chamados de “Água e Ar”. O próprio Sérgio Dias, dos Mutantes, uma das bandas do primeiro dia, disse que lá estava “mais bonito do que Glastonbury”, em alusão ao mega festival inglês. E tinha pra todos os gostos. A pontualidade dos shows foi louvável! Durante os três dias passaram por lá bandas como Los Hermanos, Rage Against The Machine, Kings of Lion, Joss Stone, Queens of the Stone Age, Linkin Park e muito mais!

Em relação ao sustentável, os problemas ficaram evidentes: O preço do estacionamento era abusivo. Quanto maior a quantidade de pessoas no carro, mais barato era a estadia, com a intenção de incentivar o transporte público. Mesmo assim, o festival não negociou com empresas de ônibus para que disponibilizassem maior frota para fazer a viagem até Itu. Não houve transporte coletivo entre a fazenda onde ocorria o evento e a rodoviária da cidade, o que tornou a volta do primeiro dia caótica.

Quando se fala em transporte não poluente, pensa-se em bicicleta. Mas lá, inexplicavelmente, não tinha bicicletário. Pelo preço cobrado dos ingressos, algumas ações foram inadmissíveis. Críticas a expressa proibição de entrar no festival com qualquer tipo de alimento ou água. É, isso mesmo, não era permitido a entrada de garrafas d’agua! Conclusão? No portão de entrada, uma chuva – literalmente – de salgadinhos, garrafinhas e bolachas se fez presente, das pessoas se livrando dos pertences. O que até aquele momento corria bem, de repente emporcalhou-se.

Lá dentro, não havia água filtrada disponível. A garrafinha de 300 ml era vendida por abusivos $ 4,00! Pra comer apenas fast-foods gordurosos e churrasquinhos. Os padrões de consumo também são um problema ambiental crônico.  As barracas não davam conta dos pedidos, rolava um stress e o único lanche vegetariano não estava disponível.
O engraçado é que, tomemos por exemplo um dos head liners do segundo dia, a norte americana Dave Matheus Band que, sem discursos hipócritas, faz a sua parte neutralizando o nível de CO2 emitido pela banda, ajudou a construir pontos de energia eólica nos Estados Unidos e incentiva o público que vai a seus shows a levar a própria caneca para beber água, reduzindo assim a quantidade de lixo. Eu jurava que todos que comparecessem ganhariam uma. Era o mínimo.
Foi um evento válido, e que outros como esse se tornem comum em nosso país! SWU 2011 aí vou eu! Mas da próxima, com mais atenção ao público, informações disponíveis e ações efetivas sem hipocrisia. Pra um festival que pretendia ser “verde“, ainda tem muito que amadurecer.

Fotos e textos: JP Rodrigues – Gestor e Educador Ambiental

25.09.2010 – Pior do que tá – acredite – pode ficar!

Estamos na reta final de mais uma eleição. Nesses meses que há para a divulgação dos candidatos, fomos bombardeados por santinhos entregues em nossa caixa de correio, nas ruas, curvas, faculdades, sinais, bandeiras tremulam insistentemente em tudo quanto é canto e os jingles nos fazem assoviá-los sem que possamos perceber. Mas se antes as opções de voto se restringiam apenas a coronéis e empresários, agora tem pra todos os gostos: humoristas, dançarinas, apresentadores, modelos, “músicos” (assim mesmo, entre aspas), atletas e até ex-prostitutas concorrem a cargos públicos. Pessoas dos mais diversos setores da sociedade.
Isso é bom, ou deveria ser. O ideal seria que os partidos filtrassem quem vão lançar para a disputa, levando-se em conta apenas quem estivesse empenhado e com boas propostas para fazer o trabalho. Na prática, porém, nem sempre isso acontece. Os partidos acabam aceitando candidatos que tenham visibilidade e sejam conhecidos da população, mesmo que não digam ao eleitor o que pensam nem quais são suas propostas – se é que há alguma.
Em pesquisa divulgada recentemente vimos um candidato a deputado federal, assumidamente despreparado para o cargo, ter uma porcentagem histórica de votos (podendo ser o segundo mais bem votado da história, ficando atrás somente do Enéas). Como não há propostas, difícil imaginar que esses números alarmantes – digo, exorbitantes, de votos venham de pessoas que estão usando essa ferramenta com consciência.
Acredita-se que a grande maioria deles sejam os chamados “votos de protestos”, pessoas que não se interessam pela política e por isso votam “em qualquer um”. Aqui cabe a informação que precisa ser dita: Há dentro de cada partido um repasse de votos e há estratégia de partidos mal-intencionados que, ao colocarem candidatos desqualificados – para dar a idéia de “voto de protesto” – possibilitam que velhos políticos corruptos sejam novamente eleitos justamente por esse montante de votos.
Isso ocorre porque o número de cadeiras conquistadas no Parlamento depende da soma total de votos obtidos pelos partidos e coligações. Assim, quando um candidato recebe uma grande quantidade de votos, ajuda a eleger companheiros de chapa que não foram tão bem nas urnas, ampliando a representação de seu partido no congresso.
O fato de ser uma celebridade não é necessariamente ruim. O complicado é quando o eleitor vota em uma pessoa sem nem mesmo ter idéia de como ela pensa ou sequer sabe como funciona o cargo ao qual pleiteia.
“- E o que isso tudo tem a ver com a natureza e o meio ambiente?” Você pode estar se perguntando. Bem, se não nos respeitamos ao ponto de eleger pessoas preocupadas com a saúde e bem estar da população, que dirá ter consciência para respeitar e proteger o meio em que vive?
O Brasil vive um momento de protagonista na ordem mundial. Com seus muitos recursos naturais e sua economia estabilizada, já não é visto somente como a terra dos macacos e do futebol – embora, ainda bem, ainda temos muito disso!
Fique atento as propostas dos candidatos. Anote-os para poder cobrar depois. Lembre-se da máxima que diz: “quem não gosta de política será governado porquem gosta”. Não precisa gostar, mas se informe e participe de forma contundente. Pense com muito cuidado em como vai usar um dos pilares básicos do processo democrático para não ser você no final, caro amigo, o palhaço.

JP Rodrigues é Gestor e Educador Ambiental em Sorocaba/SP

15.09.2010 – Dica Literária – “A Vida Secreta das Plantas”

No ano de 1966, Cleve Backster, então o maior especialista americano em detecção de mentiras, numa tediosa tarde teve a estranha idéia de fixar os eletrodos de um de seus detectores numa folha de dracena, espécie tropical utilizada como planta ornamental.
Movido pela simples curiosidade, descobriu algo que abalaria os fundamentos da visão que o homem tem sobre o mundo que o cerca: As plantas tem uma percepção extremamente aguçada das energias que movem o universo. E vai além: são capazes de reagir de diferentes formas até mesmo as intenções ocultas da mente humana.
Os xamãs — homens de conhecimento das comunidades pré-históricas — já sabiam que, por trás da sua aparente passividade, as plantas possuem uma vida secreta, cheia de percepções e atividades. Esse mundo oculto foi constatado, desde então, por cientistas, alquimistas e visionários de diferentes épocas e lugares. Este livro, escrito em (inexplicavelmente não consigo precisar o ano) por Peter Tompkins e Christopher Bird (e inspirou Steve Wonder a compor, em 1979, o disco “Journey Through the Secret Life of Plants”), nos prova através de métodos científicos, sensitivos e espirituais que as plantas são seres de luz, muito mais sábias do que pode supor nossa limitada percepção.
Durante toda a leitura, pensamentos me invadiam o tempo todo. De pensar o quanto ainda temos a evoluir, o quanto ainda temos a aprender sobre o mundo que nos rodeia. A máxima de ShakespeareHá muito mais entre o céu e a terra do que julga nossa vã filosofia” se faz tão presente e reveladora durante a leitura que nos resta apenas a humildade e a alegria em saber que estamos aqui de passagem e por mais que nos esforcemos, os mistérios continuarão a nos desafiar. Que ótimo! Que ingratidão revelar todos os segredos das forças e energias cósmicas que movem o universo e fazem do caos uma teoria sábia e precisa, cheia de vida, cores, flores e perfumes.
Certamente quando o homem, ainda tão iludido por aquilo que é visível e palpável, ainda tão dependente daquilo que é material, do que é mensurável, exeqüível, ainda tão apegado aquilo o que apodrece, conseguir enxergar além do que os fustigados olhos podem ver, despertará para um mundo que, mesmo secreto, está o tempo todo bem debaixo dos nossos sentidos – basta apenas permitirmos compartilhá-lo.

Acredito que livros como estes são apenas os primeiros passos, apenas o engatinhar do homem em direção as descobertas que revolucionará a visão do universo no próximo século e certamente apontam para um relacionamento de profunda harmonia e respeito entre o homem e a natureza. Recomendadíssimo!
A Vida Secreta das Plantas – Peter TOMPKINS e Christopher BIRD
Preço médio em sebos: R$ 15,oo

Por: João Paulo Rodrigues

10.08.2010 – Membros da ANAGEA fazem palestra na SIPAT de empresa de transporte urbano

1º secretário Hugo D’angelo fazendo a explanação sobre os conceitos relativos a sustentabilidade

Os membros Hugo D’angelo (1º Secretário) e João Paulo Rodrigues (Diretor de Comunicação e Imprensa), palestraram no dia 10 de agosto de 2010 na “Semana Interna de Prevenção de Acidentes  de Trabalho” (SIPAT), na STU (Sorocaba Transporte Urbano), em Sorocaba, interior de São Paulo.

Este é o segundo ano onde os dois participam do evento, que já teve como palestrantes o 1º vice presidente da ANAGEA, Alexandre Robim.

O tema este ano foi “Sustentabilidade”. Ambos decorreram sobre o assunto durante uma hora, abordando os problemas crônicos atuais – como o esgotamento do Rio Jordão, no Oriente Médio e o vazamento da British Petroleum – para levantar a questão se, conforme a definição de Desenvolvimento Sustentável dada pela Organização das Nações Unidas(ONU), estamos “suprindo as necessidades da geração atual sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das gerações futuras.

Sugerindo soluções, foi dado o exemplo da cidade de Estocolmo, na Suécia (local da Primeira Conferência Mundial sobre Meio Ambiente em 1972), que curiosamente tem um bairro, chamado Hammarby Sjöstad, que é  considerado um dos mais ecológicos do mundo!

Indo do global para o local, o consumo de cada um dos brasileiros, o problema das embalagens, das bitucas de cigarro, do desperdício de água, da falta duma educação ambiental que realmente transforme o indivíduo também fizeram os presentes pensar a respeito.

Dir. Comunicação e Imprensa João Paulo explicando o processo de compostagem

Aproveitando o gancho, algumas dicas sustentáveis foram dadas como o uso do transporte coletivo, coleta seletiva dos resíduos e dicas de compostagem que qualquer um pode fazer em sua própria casa, basta ter criatividade e disposição.

Tudo foi abordado respeitando a seriedade do tema, mas também com sensibilidade e muito bom humor.

O evento contou com cerca de 50 colaboradores, entre funcionários e visitantes. Os presentes participaram através de perguntas e dúvidas que foram esclarecidas.

Claudir fazendo a simulação da pegada ecológica

Ao final, foi feito uma simulação da pegada ecológica com um dos presentes, o Claudir, e apesar dele comer carne apenas duas vezes por semana, levar em conta a preocupação dos produtos que consome com o meio ambiente e nunca ter viajado de avião, de acordo com o programa, se todas as pessoas que habitam a Terra consumissem como nosso voluntário amigo, ainda assim seriam necessários dois planetas para suportar a demanda.

Ficou claro que os problemas ambientais não são situações das quais devemos sentar e esperar dos governantes providências. É hora de olhar pro próprio umbigo, mudar hábitos e sair da zona de conforto de cada um para inspirar outros, fazendo a nossa parte através da mudança dos paradigmas diários a qual cada um de nós estamos, em maior ou menor grau, atados.